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Vemos que a teoria tradicional é aquela que nós conhecemos em nossa passagem pelo mundo escolar. É aquela preocupada em preparar os indivíduos para o trabalho e busca uma neutralidade formando as pessoas na escolarização em geral. Um dos autores que defende essa teoria é Bobbits, ele escreve sobre o currículo como sendo um campo especializado.
Para as teorias críticas que surgem na década de 60 temos o autor Althusser. Para Althusser a ideologia dominante se dá através das disciplinas e também dos conteúdos que reproduzem seus interesses. É aquela que faz com que os alunos pobres não entendam os símbolos contidos no currículo e favorecem a evasão escolar dessas crianças, gerando mão de obra barata e desqualificada. A década de 60 é caracterizada pelos movimentos sociais e culturais em todo o mundo, teorizando e questionando além do pensamento as estruturas da educação tradicional. Baseia-se na analise marxista sobre como o capitalismo é individualista e em como isso se reflete no currículo: a sociedade capitalista depende da reprodução de suas práticas económicas para manter a própria ideologia.
Por último, as teorias pós-criticas preocupadas com o currículo multiculturalista. Ela mostra que o conceito de raça não existe biologicamente e a etnia também não se sustenta como explicação para as diferentes identidades culturais e históricas, o gênero também é abordado.
Desfazendo essas construções no currículo multicultural onde o branco, o masculino e heterossexual não são mais visto como símbolos da cultura dominante.
Sabe, ter vindo de escola pública e sem qualidade me fez desde de cedo ter contato com esses processos em minha escola, as vezes sinto muita frustação e até mesmo ainda não aceito muito bem porque eramos descriminados por estudarmos em uma escola pobre. 

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