terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que aprendi com os seminários dos colegas hoje?


Preconceito na escola
blogmail.com.br

          Sem duvida, acompanhar as apresentações dos meus colegas foi muito mais instrutivo do que imaginava, tanto que não queria perder nenhuma delas. Pude entender como é importante para nós alunos e futuros professores de História termos consciência sobre temas que abordam o conteúdo do currículo, não fazia ideia de como eram abrangentes... A importância desses saberes me faz querer ainda mais ser uma educadora bem formada, que vai se importar em levar para a sala de aula temas que abordem as construções que são criadas e impostas em nossa sociedade.
          Acredito que a escola junto ao professor possa aceitar o compromisso de tornar através da educação escolar a sociedade mais crítica, mais pensante, que todos vejam a todos como iguais, onde a cor da pele, o modo de falar, o modo de vestir, o gênero ou até mesmo a crença não sejam motivos de intolerância.

Não sei onde encontrei esse carinha aí, mas
achei-o bem interessante. Ele me lembra os
alunos das escolas pública, será porque?
            Tudo isso que citei acima podem ser apenas utopias, se são, não tem problema. Ainda vale a pena sonhar! Sem acreditar em uma sociedade melhor a figura do professor perde muito de sua graça.



Identifique os conceitos/idéias dos autores das teorias (tradicionais, criticas e pós-criticas) na minha escolarização? Quais?


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educacaopublica.rj.gov.br

Vemos que a teoria tradicional é aquela que nós conhecemos em nossa passagem pelo mundo escolar. É aquela preocupada em preparar os indivíduos para o trabalho e busca uma neutralidade formando as pessoas na escolarização em geral. Um dos autores que defende essa teoria é Bobbits, ele escreve sobre o currículo como sendo um campo especializado. 
     estavasim.blogspot.com
       Para as teorias críticas que surgem na década de 60 temos o autor Althusser. Para Althusser a ideologia dominante se dá através das disciplinas e também dos conteúdos que reproduzem seus interesses. É aquela que faz com que os alunos pobres não entendam os símbolos contidos no currículo e favorecem a evasão escolar dessas crianças, gerando mão de obra barata e desqualificada. A década de 60 é caracterizada pelos movimentos sociais e culturais em todo o mundo, teorizando e questionando além do pensamento as estruturas da educação tradicional. Baseia-se na analise marxista sobre como o capitalismo é individualista e em como isso se reflete no currículo: a sociedade capitalista depende da reprodução de suas práticas económicas para manter a própria ideologia.
Por último, as teorias pós-criticas preocupadas com o currículo multiculturalista. Ela mostra que o conceito de raça não existe biologicamente e a etnia também não se sustenta como explicação para as diferentes identidades culturais e históricas, o gênero também é abordado. 
Desfazendo essas construções no currículo multicultural onde o branco, o masculino e heterossexual não são mais visto como símbolos da cultura dominante.
Sabe, ter vindo de escola pública e sem qualidade me fez desde de cedo ter contato com esses processos em minha escola, as vezes sinto muita frustação e até mesmo ainda não aceito muito bem porque eramos descriminados por estudarmos em uma escola pobre. Hoje, até tenho um pouco de inveja daquelas crianças que podem recordar os tempos de escola com certa alegria.